Uruguai e Finlândia são exemplos de inovação na Transformar 2015

No dia 25 de agosto, foi realizado em São Paulo o Transformar 2015, evento que discute inovações no setor educacional brasileiro. O encontro, que já se consagrou como o principal evento sobre a inovação da educação no país, tem como objetivo a troca de experiências transformadoras sobre a educação ao redor do mundo.

Gestora Educacional na Divisão de Educação Geral de Helsinki, na Finlândia, Marjo Kyllönen, questionou durante a abertura do evento: “Você iria a um dentista que usa equipamentos do século passado? Então, por que insistimos em um sistema educacional do mesmo período?”.

De acordo com a professora, a educação deve ser baseada em fenômenos reais, sem preocupações com provas, mas com foco no processo de aprendizagem. “A vida não é dividida em disciplinas. Nesse novo tipo de ensino, o papel do aluno é ativo, do planejamento até a realização do projeto”, afirma.

 

Escolas do futuro: digitais e conectadas

transformar 2015

O Uruguai é um bom exemplo da utilização da tecnologia na educação. Desde 2007, o país investe em um programa nacional contra a exclusão digital, que consiste em conectar escolas à internet através de cabos de fibras óticas. O processo é realizado em regiões onde isso não era possível anteriormente – via satélite, 3G e 4G. No Brasil, algumas empresas oferecem esse serviço, como é o caso do NET.

Logo após as escolas estarem conectadas, foram concedidos tablets e laptops para todos os estudantes. O Gerente Geral do Centro Ceibal, Gonzalo Pérez Piaggio, relata a dinâmica inovadora do processo: “Os professores foram treinados e as escolas ganharam assistência técnica, pois descobrimos que muitos pais não possuíam tempo ou dinheiro para levar os aparelhos que quebravam ao concerto”.

Piaggio afirma que a tecnologia também foi utilizada para substituir algumas falhas. “Faltavam professores de inglês, então, passamos a ministrar as aulas por videoconferência. Toda a pedagogia teve que ser repensada, uma vez que se tratava de uma aula em que o professor não estava fisicamente presente e a classe não sabia inglês”. Inclusive, algumas plataformas foram desenvolvidas, como a de matemática, a biblioteca virtual, o laboratório digital e os jogos educativos.

Com a criação da biblioteca virtual, parte da carência de livros didáticos foi resolvida e algumas escolas passaram a adquirir o método de avaliações online nas disciplinas de matemática e ciências. Diferente de alguns anos atrás, esse processo dinamiza as aulas e torna mais ágeis as avaliações dos alunos em sala de aula.

 

Fonte:  NET Combo

 

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